Clóvis de Barros Filho explora aspectos do bem viver em palestra do PPA Novos Tempos
Reflexão sobre a busca por felicidade.
O Programa Novos Tempos – Preparação à Aposentadoria de Magistrados(as) e Valorização dos(as) Aposentados(as) (PPA) do Tribunal de Justiça de São Paulo realizou, hoje (24), a palestra “A vida que vale a pena ser vivida”, com o professor doutor e livre-docente da Universidade de São Paulo (USP) Clóvis de Barros Filho. O evento virtual foi aberto a magistrados e servidores de todos os tribunais e teve mais de 900 inscritos.
A coordenadora do PPA, desembargadora Maria de Lourdes Lopez Gil Cimino, abriu o evento destacando a alegria em receber o palestrante e agradecendo ao público em nome do presidente do TJSP, desembargador Francisco Eduardo Loureiro. “Nos alegramos pela presença de todos e esperamos atingir o maior grupo possível de pessoas”, disse.
Na palestra, o professor Clóvis de Barros Filho refletiu, através de um olhar filosófico, sobre os aspectos positivos da vida e as possibilidades de se alcançar algo próximo do que foi convencionado como “felicidade”. “O fato da nossa mente estar ocupada com dores, ansiedades, dificuldades e tristezas acaba nos tirando a oportunidade de pensar e refletir, por mais tempo, sobre aquilo que nos faz insistir na vida. Mas, no fundo, todos sabemos que a vida pode ser tão saborosa a ponto de compensar as mazelas pelas quais passamos”, analisou.
Um dos caminhos apontados para encontrar a prazer é direcionar, para além do trabalho, energias em desejos que satisfaçam pretensões pessoais. A filosofia, explicou o professor, permite ponderar que “os valores da vida vão muito além da nossa utilidade laboral”, de modo que o valor da vida profissional não deve ser vista como superior a outros aspectos existenciais. “Sempre haverá a possibilidade de um encantamento que não seja aplicado à vida profissional. No caso da aposentadoria, por exemplo, a pessoa pode explorar interesses para os quais, por conta do trabalho, ela não tinha tempo”, ponderou.
Por fim, Barros Filho detalhou que a vida se orienta em direção ao desejo. “Há várias definições, de Platão até Freud, mas o desejo, no geral, tende a ser definido como energia mobilizada para a busca do que nos faz falta. Esse desejo nos acompanha sempre, independentemente da idade. Como ensina Aristóteles, o valor da vida sempre pode ser perseguido, até o último instante”, finalizou.
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